Quem cuida do meu lixo?

Lixo (2)As atividades humanas, em geral, produzem grandes quantidades diárias de resíduos, cuja falta de controle e destino inadequado, pode prejudicar a saúde e o meio ambiente, por isso, a importância em se conhecer o tipo de resíduo produzido em nossas atividades e, como estes podem ser descartados.

Os resíduos podem ser gerados em diversos lugares e são classificados como resíduos biológicos, radioativos, resíduos do serviço de saúde (RSS), recicláveis sólidos e recicláveis úmidos. Separar os resíduos de acordo com suas propriedades e características químicas, tais como, sua periculosidade e meia vida, faz com que a população se conscientize dos problemas gerados e, busque soluções para a sua redução.

Em casa, por exemplo, os resíduos não recicláveis mais comuns são o óleo usado em frituras e as pilhas, que devem ser encaminhados aos pontos de coletas, existentes em diversos locais, em algumas cidades. Os resíduos recicláveis sólidos fazem parte da coleta seletiva, enquanto que os úmidos podem ir para a compostagem.

Nas universidades, são diversos tipos de resíduos provenientes de experimentos de laboratório, que devem ser segregados e encaminhados para o destino adequado, mas também é importante manter uma organização dos materiais utilizados. Rotular as embalagens, explicando que tipo de reagente esta possui, as suas propriedades e características químicas, facilita o armazenamento das substâncias. Outra forma de manter o laboratório limpo e organizado é guardar a mesma substância em um volume maior, ou seja, em apenas um frasco, em vez de ter vários frascos pequenos. É de responsabilidade do departamento, do laboratório, dos professores e alunos manter seu local de estudo limpo e organizado, sem o risco de contaminação provocado por resíduos.

É muito importante planejar os experimentos visando a redução nas quantidades de reagentes utilizados e frequência com que produtos mais impactantes são utilizados e até mesmo optar pela substituição destes produtos. Após a sua utilização, os resíduos gerados devem ser armazenados corretamente. Para maior controle, poderá ser determinado um período, ou um dia do mês, no qual será realizada esta coleta, desta forma evita-se o acúmulo de resíduos. Nos casos em que os resíduos produzidos no laboratório não contêm metais voláteis como o mercúrio, por exemplo, o destino pode ser a incineração em fornos de cimento.

Deve-se separar os resíduos perigosos dos não perigosos. De acordo com a Norma ABNT NBR 10004, resíduos perigosos são “aqueles cujas propriedades físicas, químicas ou infectocontagiosas, podem acarretar em riscos à saúde pública e/ou riscos ao meio ambiente, quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada”. Nestes casos, o descarte exige uma maior atenção e, caso não possam ser reutilizados ou descartados de forma segura, devem ser submetidos a um tratamento para minimizar a fonte geradora ou até mesmo a eliminação da sua periculosidade.

Entre os resíduos considerados perigosos, estão os biológicos e os provenientes do serviço de saúde que devem ser separados dos demais e encaminhados para a incineração realizada por empresas especializadas. Também são considerados perigosos os resíduos radioativos que devem ser acondicionados seguindo as recomendações do fabricante e destinados de acordo com a legislação vigente.

Cada categoria de resíduo possui uma forma de descarte, ou seja, o seu destino final específico. Para os resíduos não perigosos deve-se buscar uma alternativa, seja ela o descarte seguro ou sua reutilização. Caso a opção seja o descarte, este deve feito de forma segura, por exemplo, realizando-se a neutralização de substâncias ácidas e básicas antes do descarte na pia.

Portanto, a responsabilidade pelos resíduos é de quem os produz, cabendo a todos o conhecimento do seu potencial de impacto para a saúde e o meio ambiente, como o risco de contaminação biológica ou radioativa, o tempo de meia-vida, o tempo de degradação e possíveis interações com outros materiais, além das formas adequadas de separação e destino de cada tipo de material.

Layenne Prado